quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Valorizando o Lado Positivo

Querido diário:
Aqui o lado normativo é o que me interessa, por isto falo em "positivo" no sentido de algo que manda a bola do jogo para frente. Ontem vi uma entrevista de uma senhora na TV. Não vi muito mais, não sei o nome da entrevistada, não sei  o calan e nem lembro se estava sentado no sofá ou numa poltrona, se bebia água ou água que passarinho não bebe, se me é dado usar o lugar comum.

Então veio a frase que capturou minha atenção e que talvez me leve a incorporá-la como um de meus prêt-à-penser preferidos: 

Ai, que vida boa!


Seria uma frase de estilo lugar comunesco não tivesse sido proferida pela senhora a que me referi durante uma sessão de quimioterapia, tratando de seu câncer de mama. Ela comentava a frase que teria chocado uma colega de sessão. E talvez até ela também tenha ficado chocada com o que acabara de falar. Revelou que o sentimento de plenitude de amor à vida originou-se do fato de que ela sentia frio durante a quimioterapia, pediu um cobertor à enfermeira, ganhou-o acompanhado de um café quente. Foi o que bastou.

De minha parte, fiquei pensando no conceito de "otimismo cultivado", que é o esforço que devemos (dever é normativo...) fazer, a fim de sempre termos um alto astral. Até quando? Até a morte? A morte que vá para Odessa, enquanto que eu fico em Moscou (Borges). A morte que se dane!

DdAB
Os temas e a imagem (não diz lá a fonte) retirei-as de meu próprio blog aqui. O broken hart tem causa nobre...

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