quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Genoíno e Confissão de Culpa

Querido diário:
Primeiro tem a palavra Genoíno e, segundo, culpa, fora confissão. Vejamos culpa, pois é comum vermos nos filmes anglo-americanos com legendas uns falarem em "fault" e outros jogarem no rodapé das imagens móveis "culpa".

Culpa, no Aurelião, deixa-se ler -editado- como:

 1.     Conduta negligente ou imprudente, sem propósito de lesar, mas da qual proveio dano ou ofensa a outrem.
 2.     Falta voluntária a uma obrigação, ou a um princípio ético.
 3.     Delito, crime, falta
 5.     Responsabilidade por ação ou por omissão prejudicial, reprovável ou criminosa

E tem mais coisa, claro, inclusive a diferença dolo-culpa, tão importante na leitura das páginas policiais.

Genoíno, pela Wikipedia brasileira, tem o próprio José. Também tem genuíno, como sabemos.

E o que tenho eu com isto? Ao ver/ouvir ontem e ler hoje as notícias de sua -dele, Genoíno- posse como suplente de deputado federal, depois de estar condenado pelo supremo tribunal à cadeia, fiquei pensando. Diz que ele diz que os repórteres que lhe indagam sobre seu envilvimento no Mensalão são torturadores. Eu não gosto deste radicalismo, por exemplo, quando um partido político (ninho de ladrões) chama outro de nazista (ninho de víboras).

So what? A razão entre o número de criminosos que aceitam a culpa e o número de criminosos que se declaram inocentes mesmo à vista das mais cristalinas evidências é próxima da unidade. Claro que há gente que se declara culpado, mas são minoria.

Então não surpreende que Genoíno, José Dirceu, e os próprios ministros do supremo, se declarem inocentes. O que me parece complicado no caso de Genoíno -para não ficar falando em todo mundo- é que, mesmo sob fortes indícios da prática de crime, o indivíduo não se flagre que o melhor que pode fazer para o bem comum é declarar-se sob suspeição. Claro que não falo suspeição no sentido de que, a seus próprios olhos, ele seja suspeito. Mas suspeição por parte da sociedade organizada. Neste caso, a contribuição de um homem bom é retirar-se. Falo especialmente de cargos públicos: é muito bom o indivídio ser suspeito de estar roubando, como andei postando no outro dia, e -por não ter sido condenado pela justiça-cágado- achar que tudo bem com ele. E com o aval dos prefeitos, deputados, toda a malta.

DdAB
Imagem: blog do prof. Genivaldo aqui. Ou muito me engano ou o bicho vai cair num alçapão.

Nenhum comentário: