quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Rosemary Nóvoa Noronha

Querido diário:
Tenho lido em alguns sites noticiosos da internet exclamações sobre o caso Rosemary Nóvoa Noronha, o que me evocou a Rosemary que nos encima, via YouTube. Analogias? Claro, com o caso Wellington (aqui). Nâo direi que pessoas localizadas nos 1% da parada de muitos anões e alguns gigantes (aqui), como a Rosemary e o governador Wellington sejam vítimas. Ainda assim, o xará Wellington (da postagem) e esta garota, agora remetida para a lapidação têm algo de vítima em comum.

Não sei bem quais são as credenciais acadêmicas da moça. É mais fácil julgar seus dotes morais, essas coisas. Seu azar foi ter sorte, seu azar foi envolver-se com o "chefão", como diz-se. E Lula? Diz-se que ele disse que não gostaria de tratar de seus assuntos privados publicamente. Don't wash your linen in public, de acordo com o velho ditado que me foi ensinado nas aulas de inglês.

O que me desagrada neste tipo de escândalo é o oportunismo de parte da imprensa e parte do governo (refiro-me agora à oposição descabelada), imiscuindo-se na atividade policial que cabe ao governo (que seja, a oposição de dentro...). Pedir comissão de inquérito no Congresso Nacional nada mais é do que manter o caráter de programa de auditório desta política de baixa renda, como a praticada pelos eleitores brasileiros.

Penso que um papel decente reservado aos políticos seria estarem discutindo os frangalhos em que se encontram, por exemplo, o sistema judiciário brasileiro, o sistema escolar, o sistema de transportes, e tantas outras mazelas. E deixar a polícia resolver seu inquérito. Por falar em devassidão, não é agora que estão laureando o sr. Aécio Neves como candidato da oposição à sucessão (amanhã? não, daqui a dois anos) presidencia. Devasso, Aécio? Não sei, não, parece que li algo desabonador seus hábitos na Carta Capital.
DdAB

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