domingo, 16 de outubro de 2011

O Caminho das Trevas

querido blog:
no "link amado" em que se entra clicando aqui tem uma mensagem bem humorada da profa. Brena Fernandez instando sua "macacada" a estudar mais, algo assim. tudo relacionado com as comemorações do dia do professor. pouco mais de uma hora após a postagem original, pintou um comentário furibundo (ou também era bem humorado e eu é que sou ranzinza, corporativista e metodologicamente confuso?). houve um comentário posterior, na linha do meu próprio. eu simplesmente evoquei os tempos em que eu próprio era professor (te esconjuro!). em linhas gerais, quem ler há de ver, o ponto central do aluno que usou um plural majestático ("vamos para o jogo despreparado") era que houve uma "a imposição do incompreensível ao indiferente pelo incompetente", citando Maynard Keynes (sem citar, na verdade, a fonte; será que o velho K. disse mesmo isto? tem tanto disparate dito lá por ele himself que nem duvido).

há um diagnóstico generalizado: o aluno é indiferente (vade retro, Satanas), o estudo do método por economistas é impossível, dado o conteúdo incompreensível daqueles textos carecas de serem lidos por várias gerações de profissionais em formação. e o professor é incompetente.

eu falei algo na linha de que educação é uma combinação entre ensino (professor) e aprendizado(aluno). na verdade, o centro da questão é mesmo o aluno, pois devemos lembrar o "Almanaque" de Chico Buarque: "quem inventou o analfabeto e ensinou o alfabeto ao professor". parece evidente: o aluno é que pode romper o ciclo. imaginemos uma nave amiga que levasse todos os professores do planeta para uma vida melhor.

claro que a educação sofreria um baque (não na visão do Canhoto, claro. mas a luta contra as trevas seria vencida pelo aluno, pelo aprendiz.

este é que é o ponto: quem não gosta de estudar deveria ser obrigado a ficar apenas quatro anos na universidade, sendo -depois deste prazo- bacharelado e, como tal, excluído das folhas de chamada do semestre imediatamente seguinte ao da formatura. e quem gosta receberia o mesmo tratamento -todos são iguais perante a lei. a diferença entre eles é que haveria dois tipos de bacharéis. um levaria a vida cantando e o outro também. mas um saberia economia e o outro seria um arremedo de rábula. rema prá terra, cara. garra de estudar e larga de farra, leva a sério a tarefa que te impuseste: mudar de patamar, abandonar o caminho das trevas, da ignorância e garrar o caminho da luz, do conhecimento, da individuação.
DdAB
de onde veio a imagem? busquei "rábula" e achei isto.
p.s.: esqueci de dizer que é angustiante estudar: sempre estamos confrontando nossa ignorância com coisas que para os expositores parecem fáceis, tanto é que eles expõem. claro que isto é mais complicado nas áreas em que a formalização é possível, como a matemática e a lógica. a angústia deveria ser espanada com mais estudo e menos reclamação. remar para a terra é deixar de ser nefelebata!

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