terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quantificadores: juízes e quiproquós em quantidade

querido blog:
como sabemos, o poder judiciário brasileiro é uma horribilidade de fazer medo aos mais feios íncubos dos mais profundos quintos dos infernos. começa que cada novo cargo de juiz dá uma horrenda contribuição para a desigualdade na distribuição da renda, eis que o brasileiro médio ganha R$ 1.000 por mês e o novel juiz inicia suas atribulações -por assim dizer- podendo ganhar R$ 32.000.

segundo: teve aquele juiz de Tapes ou Tapera ou ainda Taquara ou, por que não?, Trancoso (mas só uma cidade dessas começadas com Q cujo nome foge-me nesta postagem de querelas e quantificadores, que foi colocado em disponibilidade remunerada, por suspeita de ladroagem.

terceiro: tem uma juíza de uma dessas barras federais encarregadas de fiscalizar o poder judiciário que, segundo a página 32 da Carta Capital de amanhã (?) -n.667-, seria o objeto de uma declaração da juiza Eliana Calmon que disse

"[...] o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que stá hoje com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga."

ou seja, onde há "bandidos escondidos", podemos jurar haver mais de um. trata-se de -se quisermos formalizar- usar o quantificador "pelo menos um". claro que na linguagem do qua -de Tio Patinhas- poderia haver quaquilhões de bandidos. mas este número deveria ser modestizado, pois no máximo cada juiz é um bandido, de sorte que o número de bandidos não deveria exceder o número de juízes.

talvez entendo que "há bandidos" como "todo juiz é um bandido", o juiz Peluso, segundo a mesma matéria da mesma revista da mesma futura quarta feira 12/out/2011, lendo o seguinte repúdio:

"[repudio] veementemente acusações levianas que, sem identificar pessoas nem propiciar qualquer defesa, lançam, sem prova, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade, garantindo a segurança da sociedade e a estabilidade do Estado Democrático de Direito, e desacreditam a instituição perante o povo."

eu cocei a cabeça com o garfo (que estava comendo ham-and-eggs) e pensei: não me negues justiça, sô.
DdAB
fonte da imagem: aqui.

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