sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Um Novo Blog: um velho tema

querido blog:
viste o seguinte blog? Um Novo Blog: Bípede Pensante (clique sobre a imagem para ampliá-la). pensaste bem? tem! a primeira postagem é de hoje mesmo, supostamente as 3h15min da madrugada. quem não o vir recebe direto a indicação de site sobre falácias lógicas. afinal, era para ser pensante ou um galináceo qualquer? 

a primeira falácia rola oomo, ipsis litteris:

Falso dilema
Definição:
É dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de fato há mais. O falso dilema é um uso ilegítimo do operador “ou”.
Pôr as questões ou opiniões em termos de “ou sim ou não” gera, com frequência (mas nem sempre), esta falácia.
Exemplos:
(i) Estás por mim ou contra mim.
(ii) América: ama-a ou deixa-a.
(iii) Ou suportas Meech Lake ou o Quebec separa-se.
(iv) Uma pessoa ou é boa ou é má.
Prova:
Identifique as opções dadas e mostre (de preferência com um exemplo) que há pelo menos uma opção adicional.
Referências: Cedarblom e Paulsen: 136.

e eu -que nem sei o que é o "operador #ou#" - pensei que, em economês, podemos pensar em algo como:

ou temos equilíbrio orçamentário do governo
ou temos inflação

e tá na cara que não é isto ou aquilo. é um falso dilema.  neste exemplo economês, depende de como ele é financiado e, mais que isto, da fase do ciclo econômico em que se fala nisto. ao contrário, parece óbvio que não existe nenhum conjunto de circunstâncias que requeiram que tudo o que foi arrecadado seja igualzinho a tudo o que foi gasto. esta igualdade é apenas fortuita, minoritária. diferente, óbvio da contabilidade de uma empresa, para quem tudo o que foi vendido por ela iguala tudo o que foi comprado por seus clientes. 

tanto é que a lei do orçamento (peça literária brasileira) fala em "orçar a receita" e "fixar a despesa". claro que podes dizer: não comprarei aviões da França (não são eles que vivem caindo?). mas não posso dizer: vamos jogar 5% do PIB num programa de renda básica porque haverá um superavit arrecadatório desta magnitude. 

se um velhinho que estava suposto de trabalhar adoece então o IPI lá da firma dele não é gerado, pois não terá havido produção e o desequilíbrio entre T (taxes) e E (government expenditures) rolará. ou seja, este negócio de querer absoluto equilíbrio orçamentário é um negócio falacioso, um negócio de políticos. de políticos de direita. e de esquerda, que são todos um tanto quanto iguais, o que me levaria de volta a mais falácias...

DdAB

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