quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sangrar o Governo

querido blog:
nem tenho andado falando de economia política, dado o desânimo que deixou-se abater sobre meu ânimo. isto não são confissões pessoais, apenas o atestado de desespero que estou passando, para fins de direito. eu, que tudo atribuo à desigualdade social brasileira, não posso deixar de rejubilar-me (epa, o que eu disse?) com o caos que tomou conta da política brasileira, incluindo nela todos os agentes monteirenses: eleitores, burocratas, políticos, juízes, e o que o valha.

não sei bem quando comecei a perceber que a política é uma imitação menos divertida e mais malévola do que os programas de auditório. nunca deixarei de lembrar a traição perpetrada pelo PDT contra o PMDB há alguns anos. firmaram um acordo para dividir a presidência da Assembléia Legislativa deste desditoso estado, dois anos por cada, como teria lido no próprio documento. pois quando chegou a vez do voto do PDT no PMDB, o primeiro disse que o segundo ficaria em terceiro.

depois temos as comissões parlamentares de inquérito, que não são feitas para "parlamentar", mas para sangrar o governo. da mesma forma, quando se fala em tributação, quem sai perdendo mesmo é sempre o cidadão eleitor. a saída? a saída é a bebida? a saída é um elenco infindável de inovações. precisamos inventar um jeito de forçar o poder judiciário a cessar de conviver com a impunidade, acelerar-se para fazer julgamentos em tempo decente, essas coisas.

a mais nova é a iniciativa de que nunca mais ouvi falar do governador de São Paulo, Geraldo Alkmim, que falou em montar um governo paralelo: oposição construtiva que prepara o partido para tomar o poder com projetos positivos, propositivos e não da linha de sangrar o governo.
DdAB
imagem: daqui.

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