sábado, 6 de agosto de 2011

O Cipó da Aroeira não é na Voz de Izabel L'Aryan


querido blog:
segue o affaire “punir o governo” e a já superada ameaça de prisão do artista Tonho Crocco pelo político Giovani Cherini (teria dito este que o primeiro não fez um crime que o interesse por mais de seis meses). Zero Hora de hoje, na p.11 informa que o Sindicato de Compositores do Estado do Rio Grande do Sul prolatou uma carta aberta aos gaúchos, o que me atinge, em alguma medida, pois moro aqui desde o segundo mês de idade, para cá fui trasladado com menos de 60 dias de alegre (?) existência. seria uma questão legal saber se sou gaúcho ou enxerto. eu voto em gaúcho, ou melhor, não votei em Arthur da Costa e Silva para presidente da república, mas bem lembro, na Av. João Pessoa, 52, em dezembro de 1968 (disque era o dia 13, final do segundo semestre de meu curso de graduação; o centro acadêmico dos estudantes de ciências econômicas já mudara o nome para diretório acadêmico de economia, contabilidade e administração não se preocupou, pois já era presidido pelo, se bem lembro, sargento Joaquim, ou seja, direita mesmo; e nós o "ganhamos" em setembro de 1970, se bem lembro; 'o ganhamos' quer dizer ganhemo as eleição do daeca e não o sargento), a proclamação do ato institucional número cinco. naturalmente, era para proteger a democracia e os bons costumes, alegadamente em sua exposição de motivos. a imagem veio daqui e foi recortada por mim. e já estamos a quase 43 anos de distância.

em 1968, havia indícios de que o Brasil poderia voltar a cair em uma democracia (como terei visto nas piadas dos humoristas da época que desembocaram por criar o Pif-Paf e o Pasquim). o A.I.5 acabou com a farra. havia o castigo com cipó de aroeira e sua volta. esta ocorreu com a canção de Geraldo Vandré que não é cantada no YouTube por Izabel L'Aryan.

uma vez que está na moda tirar do ar o site da Assembléia Legislativa, e que ele, como tal, pode voltar a sair do ar imediatamente, transcrevo abaixo o que achei em:
http://www2.al.rs.gov.br/premios/Not%C3%ADcia/tabid/3450/IdOrigem/1/IdMateria/254137/Default.aspx

observa-se que Tonho Crocco não ganhou nada naquela premiação, nem com o rap – afinal, feito em 2011 –, mas a cantora sindicalista Izabel L’Aryan estava na comissão julgadora. e, claro, ela -canção- poderia ter concorrido e ganho uma das láureas, uma vez que ela -Izabel- poderia ser voto vencido, inclusive divergindo da opinião de seu colega sindicalista e compositor gaúcho Airton Pimentel (opiniões aliás que desconheço).

será que inefavelmente comissión rimará com jeton? também meu bloguismo não é tão investigativo assim. observe-se que a matéria do site da Assembléia Legislativa em anexo fala que a lei de autoria de, who? -você estará adivinhando-, Giovanni Cherini, o denunciante, por puras circunstâncias da política que declarei punida com o rap de Tonho Crocco, também presidente da Assembléia Legislativa precisamente no ano em que Izabel L'Aryan contribuiu para a premiação de várias pessoas físicas e jurídicas que presumo serem artistas e correlatos, como é o caso – no offense intended – à trovadora Chiquinha, ao Jornal do Nativismo ou ao CTG Aldeia dos Anjos.

tudo, tudo, tudo está em Zero Hora, disse Hermes Aquino, em propaganda de há muitos anos, que eu tanto prezei e sei cantar par coeur (a moça de tanga na praia, deu zebra na loteria, zero hora, e por aí vai). nada do que segue está em Zero Hora. pouco achei sobre a jornalista que fez a matéria do site da Assembléia Legislativa. por puro acaso, mais uns clicks e – pimba! no site

http://fsindical-rs.org.br/links.html,

vemos nosso destemido sindicato de compositores do estado (não era para substituir o governo dos homens pela administração das coisas e destruir o estado?) arrolado no site da Força Sindical em seus links. de acordo com a Wikipedia:

A Força Sindical é uma organização sindical brasileira, de trabalhadores. Fundada em 1991 tinha o objetivo de fazer frente a outra central já existente que era ligada ao PT, a CUT. A Força Sindical não tem em seus princípios ser contra o Capitalismo mas um suposto sindicalismo de resultados. Seu primeiro presidente foi Luiz Antônio Medeiros, posteriormente deputado federal e hoje Secretário das Relações de Trabalho no governo federal. Seu atual presidente, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, também é ligado ao mundo da política, sendo filiado ao Partido Democrático Trabalhista, pelo qual foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2004.
(capturado há pouco no link http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_sindical)

ou vejo coincidências ou o Partido Democrático Trabalhista é o mesmo PDT que hoje abriga o deputado Giovani Cherini como deputado federal, representando o estado (estado? não queria eu que os estados, o senado e o poder judiciário fossem extintos?) do Rio Grande do Sul, onde estou inscrito como eleitor, depois de ter feito festejada desobediência civil a ponto de ter sido excluído do sistema eleitoral brasileiro.

DdAB
lá vai o Anexo:
HOMENAGEM
Prêmio Vitor Mateus Teixeira será entregue nesta noite
Simone Fernandes MTB 12893 - 1/12/2010 - 09:28
Distinção, criada em 1997, homenageia Teixeirinha
Os 19 vencedores da edição deste ano do Prêmio Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, serão homenageados nesta quarta-feira (1º) em cerimônia no Teatro Dante Barone, a partir das 19h30. Das 16 às 18 horas, acontece a distribuição de senhas para a entrada no evento, mediante a doação de alimentos não-perecíveis.
A cerimônia começa com um show dos artistas César Oliveira e Rogério Melo. Também haverá uma participação surpresa, não divulgada no folder da premiação, da família Teixeirinha. Durante a solenidade, acontecerá o lançamento da publicação anual do Prêmio, que traz o seu histórico e informações sobre os agraciados.
O objetivo do prêmio é reconhecer artistas e veículos de comunicação que valorizam a cultura do Rio Grande do Sul. Foi instituído pela Mesa Diretora da ALRS em 1997, por iniciativa do deputado Giovani Cherini (PDT), e sua primeira edição aconteceu em 2005. As indicações dos concorrentes foram feitas pelos deputados, e os vencedores escolhidos por uma comissão formada por representantes de entidades musicais do Estado.
A distinção também homenageia Teixeirinha, o artista mais popular do estado, falecido há 25 anos. Teixeirinha nasceu em 3 de março de 1927 e morreu em 4 de dezembro de 1985. Tornou-se popular no Brasil todo com a música "Coração de Luto", em 1961. Teve mais de 700 canções gravadas, 69 LPs e um acervo de mais de 1.200 composições. Também foi produtor de filmes e ator, contribuindo para a expansão da indústria cinematográfica gaúcha.
Comissão julgadora
Neste ano, a comissão julgadora foi formada pelos seguintes integrantes: Adair Batista Antunes e Luiza Helena de Lima Rode, pelo Sindicato dos Músicos Profissionais do RS – Sindimus/RS; Hélio dos Santos Ferreira, pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG; Izabel L’Aryan e Airton Pimentel, pelo Sindicato dos Compositores Musicais do Estado do Rio Grande do Sul – Sicom/RS; Décio Magalhães Duarte, representante do Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais, Divisão de Prêmios, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
Vencedores
Os escolhidos para receber o Prêmio Vitor Mateus Teixeira na próxima quarta-feira são:
* Cantor: Marco Araújo
* Cantora: Shana Müller
* Declamador: Dorval Dias
* Declamadora: Adriana Braun
* Trovador: Jadir Oliveira
* Trovadora: Maria Iraci Ramires Cavalheiro (Chiquinha)
* Compositor: Paulinho Pires
* Instrumentista: Chico Brasil
* Arranjador: Raul Quiroga
* Pajador: Paulo de Freitas Mendonça
* Produtor musical: Nelcy Vargas
* Capa de disco: Navegador do Rio Esperança (Paulinho Pires)
* Veículo de divulgação de artista gaúcho: Jornal do Nativismo
* Grupo de show: Grupo de Danças do CTG Aldeia dos Anjos
* Grupo de baile: Os Monarcas
* Grupo de dança gaúcha: Grupo de Danças do CTG Aldeia dos Anjos
* Bandinha típica alemã: Banda Chopão
* Conjunto ou intérprete de música teuto-rio-grandense: Os Montanari
* Conjunto ou intérprete de música ítalo-rio-grandense: Jaime Pastre recebe pelo grupo Canzone D´Arte (de Serafina Corrêa).


mas tem mais: verbete acima citado da Wikipedia sobre o ato institucional número cinco:

Em 1968 reações mais significativas ao regime militar [sic] começaram a surgir.
O Ato Institucional Número Cinco, ou AI-5, foi a contra-reação. Representou um significativo endurecimento do regime militar. Foi editado no dia 13 de dezembro, uma sexta-feira que ficou marcada para a história contemporânea brasileira. Este ato incluía a proibição de manifestações de natureza política, além de vetar o "habeas corpus" para crimes contra a segurança nacional (ou seja, crimes políticos). Entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968. O Ato Institucional Número Cinco (Ai5), concedia ao Presidente da Republica enormes poderes, tais como: fechar o Congresso Nacional; demitir, remover ou aposentar quaisquer funcionários; cassar mandatos parlamentares; suspender por dez anos os direitos políticos de qualquer pessoa; decretar estado de sítio; julgamento de crimes políticos por tribunais militares, etc.

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