sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mesoeconomia: primeira aplicação

querido diário:
se tu abrires a p.131 do livro:


BÊRN I, Duilio de Avila & LAUTERT, Vladimir (2011) MESOECONOMIA: lições de contabilidade social; a mensuração do esforço produtivo da sociedade. Porto Alegre: Bookman.
propagandeado no site: http://www.grupoa.com.br/site/exatas-sociais-e-aplicadas/2/96/0/4853/4854/0/mesoeconomia-licoes-de-contabilidade-social.aspx.

e com a seguinte postagem por aqui:


e depois, no dia 09/julho/2011:

então chegarás à 

Tabela 4.4 - Matriz de contabilidade social de seis blocos e 11 contas. Lizarb, ano I (bilhões de laeres).

enigmática para alguns e perfeitamente aceitável para quem já acompanhou o Prefácio e principalmente o capítulo 3 (Dimensões) do consagrado livro. o capítulo 4 (MaCS e MIP), como sabemos, além do Vlado e de mim, tem a principal autoria em Eduardo Grijó, coadjuvado também por Vania Alberton e Ubaldino Conceição. sem entrar em maiores detalhes sobre os enigmas, posso dizer que "Lizarb" nada mais é do que o Brasil, cujo "z' foi retirado do nome da república pelos gramáticos do Dr. Getúlio Vargas, metidos a comandar a vida civil. mas as cifras não são 100% brasileiras, embora tenham enormes parecenças com o ano de 2002, e saíram da dissertação de mestrado de Eduardo Grijó.

segue-se necessariamente que decidi fazer um exerciozinho com ela, para dar uma mostra de quão absurdas são as políticas públicas brasileiras, embaladas na mais absoluta incompreesão do funcionamento de uma economia. lógico que os responsáveis pelo irresponsável pensar dos governantes são os próprios economistas. por macabro que seja, os economistas são formados com os currículos universitários estabelecidos pelos próprios governantes. ou seja, uns formam os outros que levarão os primeiros a erros grotescos. por exemplo, um economista que defende um imposto indireto sobre alguma coisa que não é bem de demérito está jogando a favor das hostes da desigualdade. o clube dos igualitaristas tem uma campanha: imposto? vi: vá direto!

refiro-me, por exemplo, ao fato de que o leite de soja gaúcho paga um ICMS de 25%, como diz às folhas tantas, a Zero Hora de hoje. pois bem, peguei a MaCS acima referida e vi que naquele Lizarb daquele ano, os impostos indiretos líquidos de subsídios responde por 12% do valor adicionado (ou seja, produto, renda ou despesa têm 12% comprometidos com os II-Su, que entram na mensuração do produto interno bruto a preços de consumidor, quando mensurado pela ótica do produto).

além disto, a receita do governo conta com mais 10% de impostos diretos, das mais variadas naturezas. lembremos que estamos em Lizarb, a terra da iniquidade. pois fiz um exercício contrafactual: acabamos com os impostos indiretos e com os subsídios, ou seja, com os tributos que são distorcivos sobre o sistema de preços da economia, impostos que forçam certa alocação de recursos, a qual altera os coeficientes de insumo-produto. lá na p.150, vemos a equação de preços do modelo, em sua forma elementar:
p = v^T x B,
onde p é o vetor de preços que, no caso, tem três elementos (agropecuária, indústria e serviços)), v^T é o vetor (em forma de linha) dos coeficientes de insumos primários por unidade de valor da produção e B é a matriz inversa de Leontief. (lá no livro, tá tudo explicadinho, tintim por tintim).

pois bem. se todos os impostos indiretos líquidos de subsídios fosem exterminados, talvez até nem fosse legal, pois não se pagaria imposto sobre o consumo de cigarro ou de cachaça. e o governo central, que -na Tabela 4.4 já tem um déficitzinho, aumentá-lo-ia, a menos que elevasse os impostos diretos. claro que estes não distorcem o sistema de preços.

então: acaba com os II-Su e tem uma queda nos preços setoriais de [0,9363 0,8719 0,9108], o que oferece um deflator impícito do PIB de 0,8937, ou seja, uma queda de preços com relação à situação original de quase 11%.

DdAB
ops: quer ouvir "Al di là"? e ver a fonte dos copos de leite acima? clica aqui. só que, pelo que entendo, é em uma língua estranha. acho que não é indo-européia (finlandês ou húngaro...)...

2 comentários:

Tania Giesta disse...

Tania Giesta ‎...é preciso educar para a vida! a essencia da educação é formar a pessoa para a vida.A escola, hoje, mais do que nunca, precisa se comprometer com o fazer dos alunos e do seu pensar.Educar para a vida representa que a pessoa é o sujeito de sua existencia, é preciso saber os caminhos da cultura, conhecer as motivaçoes das pessoas nos seus seus respectivos grupos sociais e tentar proporcionar o melhor em meio a tanta miseria, violencia e intolerancia. Esta é a forma urgente de EDUCAR

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

oi, Tânia:
parece-me que o nó se desata deste jeito: temos que obrigar o povo a obrigar os políticos a gastarem em educação.
DdAB