quarta-feira, 13 de julho de 2011

Escalada Histórica: história da montagem de bibliografias

querido diário:
andei envolvendo-me com os blim-blim-blins da pesquisa bibliográfica, se é que ainda não estou até mais envolvido. vou pesquisar imagens para ilustrar o que te sobra hoje. é pesquisa documental do mesmo jeito. como esta é a postagem guardada n.750 (três quartos de milheiro, festiva, portanto), vou buscar apenas o número 750, que pode dar sorte, pois -como sabemos- 7+5+1^0=13, um número que, em certas culturas, denota sorte. o envolvimento diz respeito ao livro "Técnicas de pesquisa em economia; transformando curiosidade em conhecimento", cuja edição pintou há 10 anos, sob a bandeira "Saraiva" e agora tenho, além dos autores, a co-organizadora profa. Brena Fernandez, o que me honra e assusta!

como escalar as montanhas de informação?, indaga alguém que não dará a resposta... a verdade é que a pesquisa bibliográfica representa uma das tarefas mais importantes do treinamento do cientista, qualquer, e em particular o cientista social, como alguns de nós acham ser o caso do economista. eu mesmo, andei fazendo galhofa para cima de um colega de antanho, atribuindo-lhe (mentirosamente) a frase "a ciência econômica é o ramo da programação linear que abcz". ele, felizmente, nunca ouviu falar nisto, hehehe.

ao levar o pesquisador a conhecer a produção intelectual de seus pares, ela constitui-se num pré-requisito indispensável para evitar a duplicaçao de estusos sobre o mesmo ponto, ao mesmo tempo em que permite a decolagem já numa cota mais elevada. (decolagem ou escalagem?) mas tenho a impressão que, nos Estados Unidos e em outros países civilizados, a pesquisa bibliográfica nem mesmo é feita pelo principal pesquisador, que a delegaria a bibliotecários e seus auxiliares de pesquisa, estudantes de dotorado e such and such. sucessivos aperfeiçoamentos permitirão que programas de inteligência artificial façam tudo sozinhos, desde que estejam ao par dos desenvolvimentos da vida do pesquisador, o que não lhe requererá mais do que um telefoninho ou até um relógio de pulso. (para não falar em implantes numa costela ou outra.

um método de realização do trabalho é começar a levantar artigos de periódicos correntes. mas qual seria a bibliteca provinciana a dispor da coleção completa de mais de dois ou três periódicos? claro que, hoje em dia, todo mundo está fazendo editoração eletrônica. mas que dizer de revistas de 20 anos atrás? e 21? e 22? e por aí vai! desolação. a Biblioteca da University of Austin - Texas é muito mais eficiente do que muita biblioteca paulista sobre assuntos paulistanos, para não falar do próspero município de Alegrete, hehehe.

seja como for, com sorte, os períódicos CAPES e outras manhas eletrônicas permitirão que montemos a visão geral do tema, inclusive com referências a livros. de artigos brasileiros antigos, tenho notícia de um índice geral (de priscas eras) da Revista Brasileira de Estatística, parece que um da Revista Brasileira de Economia e uma uns 10 anos da finada Literatura Econômica (Suplemento Bibliográfico n1), que foi uma publicação do IPEA, encerrada precisamente devido ao fato de que era interessante (teoria da grande conspiração que me foi revelada em detalhes que não posso informar). em resumo, se a própria revista acabou, que dizer do suplemento bibliográfico número dois. hehehe.

começa-se, na segunda fase, a identificar palavras chaves nos artigos. será então um número expressivo o de artigos localizados, mas liminarmente descartados. no processo também poderão ocorrer alguns acréscimos, devidos ao puro acaso ou também devidos a lacunas nos critérios de peneiragem, que -deste modo- seriam sanados "automaticamente". claro que haverá tmabém um erro tipo dois: alguns artigos relevantes não contêm as palavras chave destinadas a identificá-los como da área que estamos pesquisando.

o trabalho encerra com um pente fino. pente fino em tudo e principalmente o voto de que, se pudermos, vamos investir mais em biblioteconomia, para que as futuras gerações (digo, apenas aquela fração ínfica que gosta de estudar) não padeçam o que seus ascendentes profissionais passaram. eu fora, que andei vivendo dentro de duas belas bibliotecas: a do Instituto de Economia e Estatística de Oxford e a da London School of Economics & Political Science.
DdAB
a imagem veio daqui. procurei apenas "750", número da postagem. vieram apenas motocicletas. mudei para "750 livros" e capturei a TV enlivrada acima entre as primeiras imagens. checa aí, sô.

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