segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dillma, Palocci e Lulla

querido blog:
odeio quando eu mesmo andei escrevendo Lula com três eles, Lu-la-lá, ou simplesmente Lulla. mas agora achei que rimaria termos a influência de Lula no governo Dilma assinalada por um duplo ele no nome dela também (e estes "éles" não são "êle"). agora, já que Lula foi escrito com dois "l" e Palocci duas vezes, com seus dois "c" foi demitido por atividades alheias à lei do orçamento (e milhares de outras), consagra-se nesta postagem a grafia Dillma.

a equação é a seguinte: será que a dra. Gleici tem possibilidade de ajudar a manter o alto astral que cerca os governos Lula 1, Lula 2 e Dillma 1? o jornal Zero H|ora de hoje agracia-me com manchetes futebolísticas na capa, o vulcão, essas coisas. chegando, na p.6 à primeira notícia que me fez pensar seriamente em usá-la ("la" tanto no sentido de a notícia como a postagem e a afamada participante dos noticiários de minha vidinha) para postá-la, tra-la-lá.

diz-se: "Datafolha. Aprovação de Dilma resiste à crise política". e que 49% dos entrevistados consideram a gestão de Dillma como ótima ou boa. ou seja, terá pilhas de "regulares" e uma aprovação maciça. em qualquer plebiscito, qualquer referendo, ela ganharia.

por um lado, devemos lembrar, por falar em aprovar qualquer coisa, que o cordão dos puxa-sacos insistiu em lançar a campanha para as mudanças constitucionais compatíveis com a conquista por Lula do terceiro mandato. claro que Lula venceria, dizem que até ficou tentado, mas dizem que mudou de ideia. e, digam o que disserem, o fato é que aqueles tresloucados adesistas pararam de falar no assunto. ponto para Lula. ponto para a democracia, cujo casco ainda deverá aparecer no porto qualquer dia destes.

ainda neste lado, cabe refletirmos sobre o que está realmente acontecendo. parece que as descendentes de europeus, o "cinturão sulista", algo assim que já ouvi (Dilma, Gleici e Ideli), têm tudo para manter a popularidade de Lula e, como tal, Dilma. um dado interessante do Datafolha é que (mais abaixo, na mesma coluna) "Atuação de Lula é aceita por eleitores. [...] Para 64% dos brasileiros, Lula deveria mesmo participar das decisões de Dilma." ou seja, ele saiu do governo com 85% da aprovação. Dilma terá lá seus 70-80%. o povo quer Lula, Dilma, que é Dilma, também quer Lula. logo torna-se claro que a esperança do Brasil é que Lula seja mesmo um garoto bonachão, o maior político de todos os tempos, o maior altruísta da história, o maior egoísta racional da história. o maior jogador de futebol sete da história, a história da história.

por outro lado, eu -que anunciara que acabou o governo Dilma- devo um corrigendum: reiniciou o governo Dillma! ainda bem. melhor com governo Dillma do que com desgoverno. o melhor seria que ela topasse combater a corrupção como pode. o melhor seria que ela contribuísse para o reerguimento de um sistema judiciário competente. o melhor seria que ela parasse de usar as emendas parlamentares como foco central da corrupção. o melhor seria que a negadinha (expressão muito afeita ao passado dela) fizesse a tal lei requerendo moralidade daqui a 20 anos. afinal, um dia, antes do final dos tempos, teríamos um governo honesto. ou seja, não basta estarmos com Lula. poderíamos abandoná-lo com facilidade, caso perdêssemos completamente as esperanças na mudança. "nós"? we, the people.

para mim, um traço irônico de uma tragédia lancinante é que meu entusiasmo com a oposição também durou pouco: aquele negócio de governo paralelo liderado por Alkmim foi obnubilado pelo caso Palocci: todos perderam a compostura novamente. em particular, o aliado neto do velho líder baiano (e não falo do desarrazoado Rui Barbosa, mas de outro desastrado financista: mistura dinheiros públicos com os particulares) pirou na batatinha. e homens sérios ainda dão bola para este tipo de histrionismo. enquanto isto, as verbas para a educação vão ficando na educação de certos adultos, selecioados por critérios arbitrários.
DdAB
p.s.: peguei a imagem com "gleici casa civil", selecionando a primeira. Hoffmann, Rousseff, Salvati, parece a seleção de futebol, o Real Madrid, sei lá. se o treinador é Lula, só posso lembrar do que segue se clicares aqui. acabo de ouvir: "anoder preier que preis vere gude." apenas com mais verbas para a educação é que tiraremos o poder da mão do vilão, "bi ite ruever itis".

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