quarta-feira, 8 de junho de 2011

Consequências Econômicas da Religião

querido blog:
como bem sabemos, sou diplomado em astrologia. pela ordem, antes de doutor sou astrólogo, ainda que depois de mestre. mas não mestre em astrologia, né? astrologia, na verdade, nada tem a ver com ocultismo, seu primeiro mandamento, bem me disse meu excelente professor era: "astrologia é analogia e, como tal, poesia". ou seja, astrologia é um tipo de conhecimento humano que se resolve pelo caminho das metáforas. da mesma forma que o romance, na visão de Umberto Eco, que o designou como uma "máquina de gerar interpretações", a astrologia é outra. mais ainda, se bem entendi, a potência plena da astrologia ocorre quando o indivíduo humano se dedica a calcular, recalcular seu mapa e trânsitos, na busca de individuação, na busca de auto-entendimento, na busca de conhecimento de si e do mundo.

por isto tudo, sinto-me à vontade para revelar-me integrante do Movimento A,SA, ou seja, Ateus, Saiam do Armário. na verdade, creio que eu poderia ser declarado mais agnóstico do que ateu, mais panteísta do que politeíta, mas mais politeísta do que monoteísta. no outro dia, postando rapidamente, escrevi sobre a origem do universo (ver). naqueles momentos, ficara marcado por noticiazinha de jornal que dizia algo mais ou menos óbvio: é tão impossível provar que Deus existe quanto que ele não existe. acho que a saída é pensaros que o universo expandido é algo que nunca teve início nem fim terá, mais ou menos na linha de Martin Fierro ("el tiempo sólo es tardanza de lo que está por venir"). e talvez o tempo seja até uma dimensão entre um número incontáveis de outras, o que permitiria, entre outras coisas não apenas a vida eterna para este naco de universo que conhecemos como também, e vem a sabedoria religiosa ajudar-nos, a "exumação" de nossos entes queridos e todos seus antepassados, até a primeira bactéria, tudo, tudo, tudinho.

neste contexto é que podemos indagar quais seriam as consequências econômicas do avanço do conhecimento conducente à formação de provas inequívocas de:

.a. prova da imortalidade da alma (processo de permanente transformação)
.b. descoberta do segredo da imortalidade do corpo (expansão da vida em escala conhecida em pouquíssimos seres vivos, ou imortalidade virtual)
.c. consequência da descoberta de novos mundos habitados.

creio que em praticamente todos estes casos, estamos confluindo para o argumento de muitos economistas marxistas (Marx e Mandel, pelo menos) sobre o fim da economia política, a ciência ricardiana do estudo da luta de classes pela distribuição do excedente. haverá, claro, administração das coisas, mas não precisa haver -dada a abundância relativa- luta por nacos de carne, navalhas de barba e naves do espaço, não era isto?
DdAB
a imagem veio de .
num comentário informal sobre esta postagem (que agora chamo 'de ontem"), recebi sugestão de examinar os seguintes sites:
.a.Ateus saiam do armário;
.b.Panteísmo; e

2 comentários:

Tania Giesta disse...

Duilio: apreciei muito a postagem de hoje, coincidentemente, tenho feito reflexoes acerca da origem do universo com meus pequenos alunos: de onde viemos? para onde vamos? tento explanar que tudo surgiu a partir da TEORIA DO BIG BEN ate Darwin, ou seja, nada existia, tudo era caos...poeira cosmica...explosao...sistema solar...Terra....agua...fogo...EVOLUINDO sempre! ate quando não sabemos.
Numa analogia romantica, como o amor: antes de sentir, nada somos, so trevas,ao senti-lo, tudo muda, so atraves do amor podera haver transformação,seja qual for, amor fraterno, amor amigo, amor prazer...E todos, milionarios,filosofos,trabalhadores,favelados, bandidos, sentem do mesmo modo...no amor somos todos iguais!!!
ABRAÇOS

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

é, Taninha:
tenho razões para crer (com base na teoria da negociação originária da teoria dos jogos) que os pobres são mesmo os desamparados: por terem pouca educação e cultura poderão sentir como os ricos, mas nunca saberão expressar. triste.
DdAB