sábado, 30 de abril de 2011

Acertos de quem Erra

querido blog:
como sabemos, mesmo quem erra cpratica seus acertos. a vida eivada de erros seria curta, breve, aquelas coisas hobbesianas. com acertos ela não deixa de ser, em termos absolutos, também breve, violenta, essa coisarada toda. que será que o dep. Raul pensará de "ooisarada", um neologismo retirado do russo? e de caña? pode ainda beber bebidas castelhanas? só matando (o copo, que sou pacifista...).

claro que foi um erro dos assessores do deputado deixá-lo cometer tal iniciativa. e dos demais 25 deputados que aprovaram a iniciativa. se bem que bem sei o que quer dizer "maioria no plenário". tinha neguinho até -presumo- em uso do telefone celular na hora H. e agora sobra ao governador Tarso Genro a glória de vetar estas descabelada iniciativa comunista. mas o governador, como sabemos, também terá lá suas idiossincrasias, a julgar pela polêmica em que inseriu a diplomacia mundial ao acatar a Rua Cesare Battisti como asilada política, algo assim.

pois bem. Zero Herra no Caderno Cultura tem um artigo falando sobre a realidade tangível do mundo digital. claro que isto rima, em boa medida, com o mundo da impressão em 3D, que nem vou linkar com o que já escrevi. o que de estranho lá pintou foi que uma pessoa envilvidíssima com o projeto e a reportagem chama-se Jane Gonigal. achei que seria um erro tratá-la como homem, como o faz o jornal nanico que sempre leio com proveito. mas, por falar em mulher, decidi buscar uma efígie com "Anita" e encontrei esta "Malfatti", tutti buona genti, como não se expressaria do dep. Raul Carrion.

e por que veio-me à cabeça o nome de Anita? muito simples. no mesmo Caderno Cultura, vemos uma entrevista com o diretor (professor?, PhD?) Michel Misse sobre o combate à corrupção policial. lembrei-me da profa. Anita Atseig (pron. "at-záig") da Freie Universität, que -como sabemos- nunca se queixou de ganhar mal, pois sabia que seu dever era trabalhar bem.

Zero Hora indagou ao professor:

Policiais civis e militares dizem que os baixos salários os levam ao crime. O senhor acredita nisto?

resposta iluminadíssima:

Claro que não! Fosse assim, os professores primários seriam os maiores criminosos...

amo quando vejo pessoas inteligentes tratando de problemas proeminentes.

aí voltei a pensar em meu antídoto para o crime: preço alto. e lembrei de Jeca Tatu, que não coçava o pé, pois -dizia- o esforço "não paga a pena". se os bandidos nacionais pagassem por suas penas, se esta incompetência institucional chamada de "poder judiciário" os julgassse com rapidez e exação, é certo que ninguém estaria reclamando em excesso dos baixos salários. mas eu seguiria reclamando dos altos, sô.
DdAB
p.s.: em homenagem ao dep. Raul Carrion e suas desastradas maneiras de pensar sobre a sociedade moderna, eu iria intitular esta postagem apenas como "Future's Furniture", mas não saberia explicar o porquê, ainda que pudéssemos associar à sra. Jane e à impressão em 3D.

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