sábado, 18 de setembro de 2010

Se a Pós-Modernidade Chegar à Economia

querido blog:
nada é mais característico dos alvores da influência da pós-modernidade sobre a ciência econômica do que designar-se o modelo japonês e seus sucessores da Nova Ásia como portadores de uma especialização flexível. esta contradição em termos -primeira marca registrada do século XX- associou-se a uma afirmação sem precedentes na história econômica no crescimento da produtividade do trabalho. trabalha-se menos para produzir o mesmo ou, mantendo o mesmo nível de ocupação, produz-se mais.

o milagre da multiplicação assim alcançado é laicamente derivado da aplicação dos desenvolvimentos científicos dos últimos séculos à atividade produtiva, constituindo-se na segunda marca registrada do século XX. com ela, o cerne da estrutura produtiva que, contrariamente ao pensamento fisiocrático tomado estreitamente, se desloca da agricultura para a indústria e cedeu lugar à dominância do setor serviços, desfigurando também a visão marxista de uma diferença importante entre trabalho produtivo e improdutivo para o dinamismo do sistema econômico. hoje, nos países capitalistas avançados, já se pode observar o vencimento da barreira de 80% na participação dos serviços na formação do valor adicionado (produto). gerando menos empregos por unidade de produto do que os setores produtores de bens tangíveis (agricultura e indústria) , os serviços vão-se transformando no maior empregador de mão-de-obra, o que não o tem qualificado como capaz de resolver o problema (problema?) da capacidade dos sistemas econômicos modernos, dados os estoques de capital existentes e em formação, absorver todo o contingente populaconal desejoso de ingressar no mercado de trabalho.
no Brasil, por exemplo, um contingente de 20 milhões de criaturas encontram-se permanentemente desempregadas ou são detentoras de empregos precários. no caso dos empregos precários, a produtividade do trabalho é baixíssima, exceto na produção e distribuição de baixa desejabilidade coletiva, como a prostituição infantil e as drogas ilegais. ao mesmo tempo, a produtividade do trabalho nos setores colados ao interesse público é tão alta que a absorção desse enorme contingente de trabalhaores requer para a absorção instantânea uma formação de capital de quatro vezes o valor do PIB, ou seja, uns 10 trilhões de reais. é impossível de ser alcançada! pós-modernidade significa sociedade pós-industiral, sociedade do lazer. nem precisa tirar do consumo suntuário dos mais ricos, basta apenas que os pobres e os governos não acalentem tão maciçamente as contas de poupanças desses aloprados.

para definirmos pós-modernidade, precisamos chegar ao filme "E.T." e a cena da bicicleta com o menino exercendo o "controle", o E. T. na cestinha e controlando tudo. saber-se-á se foi ele que influenciou os "moto-cross" ou vice-versa. eu não sei. talvez saiba quem clicar aqui.
DdAB

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