segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Infinito Não É Acessível

querido blog:
faz algumas semanas, comprei um rádio-relógio-despertador novo. ele me oferece tantas coisas que poderia ajudar-me a buscar o Infinito. dizem-me que "virtualmente, o infinito não é acessível, meu chapa" e até hoje me indago o que têm em mente. se você olhar aqui verá que busquei esta bot (?) num belíssimo blog. andei falando que desejaria ter meia dúzia de vidas, não apenas a de carne-e-osso que ora carrego, ou melhor, que me carrega.

meu relógio despertador permite que eu escolha entre dois tipos de "bips" ou uma rádio pré-sintonizada ou um dos concertos de Brandemburgo. supondo que eu goste mais de Bach e outros clássicos e mesmo música barroca feita pela bot acima, especialmente desenhada -a música- para dar-me alegria e contentamento, poderíamos pensar que o iPod de que venho falando volta e meia porte mesmo, entre criações originais e cópias virtualizáveis, um milhão de concertos. então, se eu viver 1.000 anos, terei 365.250 (é isto mesmo?) despertares. ou seja, um terço da capacidade do iPod. se eu fosse um clube de quatro ou cinco, teria mais chances...

e se eu já me confundo com a bagatela de um milhão de canções, podes imaginar o que eu faria com 100 bilhões delas...
DdAB

2 comentários:

Tania Giesta disse...

Lendo "O infinito não é acessivel" fiz a seguinte reflexão:
...Complexidade é a estrutura básica do universo e através dela que designamos os multiplos fatores que nos cerca,como, energia,relações, reações.Tudo está interligado.Nada está isolado.Tudo co-existe com todos os outros seres do universo.Não existe celula sozinha.Ela é parte de um tecido,de um orgao,de um organismo, de um nicho ecologico, de um ecossistema que é parte do planeta Terra, do sistema Solar, de uma galaxia que é parte do Cosmos.Tudo tem a ver com tudo.O infinito nao é acessivel pela sua complexidade

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

é, Tânia, isto é lindo. "tudo está ligado" chegou a ser uma legenda de minha turminha há duas décadas. agora penso que, quando digo "isto", estou infringindo a regra do "tudo", pois "tudo" não pressupõe mais nada, não tem negação, ao passo que "isto" complementa-se com "isso" e "aquilo". ou seja, entes que fugiriam à noção de totalidade.
DdAB