sábado, 1 de agosto de 2009

O Futuro da Educação

Querido Diário:
Pouco ou nada sei sobre o que segue, que acabo de acessar:
Disponível em:
http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_2295.html.
Seja como for, já houve ganhos. Para ilustrar a postagem que leva o título de "O Futuro da Educação", achei nas primeiras imagens a que nos encabeça. Mas eu começara indagando-me quais são os "saberes necessários à educação". No site recém citado, lemos:

Os Sete Saberes Necessários À Educação Do Futuro. (Edgar MORIN)
Edgar Morin devido à sua excepcional visão integradora da totalidade, pensou os saberes na perspectiva da complexidade contemporânea, explorando novos ângulos, muitos dos quais ignorados pela pedagogia atual , para servirem de eixos norteadores à educação do próximo milênio. Os saberes propostos por Morin que, como ele mesmo afirma, antecede qualquer guia ou compêndio do ensino, inserem-se na idéia de uma identidade terrena onde o destino de cada pessoa joga-se e decide-se em escala internacional, cabendo à educação a missão ética de buscar e trabalhar uma solidariedade renovadora que seja capaz de dar novo alento à luta por um desenvolvimento humano sustentável. Morin considera que há sete saberes fundamentais com os quais toda cultura e toda sociedade deveriam trabalhar, segundo suas especificidades. Esses saberes são respectivamente as Cegueiras Paradigmáticas, o Conhecimento Pertinente, o Ensino da Condição Humana, o Ensino das Incertezas, a Identidade Terrena, o Ensino da Compreensão Humana e a Ética do Gênero Humano. Esses saberes são indispensáveis frente à racionalidade dos paradigmas dominantes que deixam de lado questões importantes para uma visão abrangente da realidade. Para Morin, é impressionante como a educação, que visa transmitir conhecimentos, seja cega em relação ao conhecimento humano. Ao invés de promover o conhecimento para a compreensão da totalidade, fragmenta-o, impedindo que o todo e as partes se comuniquem numa visão de conjunto. Por outro lado, como diz Morin, o destino planetário do gênero humano é ignorado pela educação. A educação precisa ao mesmo tempo trabalhar a unidade da espécie humana de forma integrada com a idéia de diversidade. O princípio da unidade/diversidade deve estar presente em todas as esferas. Para tanto, torna-se necessário educar para os obstáculos à compreensão humana, combatendo o egocentrismo, o etnocentrismo e o sociocentrismo, que procuram colocar em posição secundária aspectos importantes para a vida das pessoas e das sociedades.

Em outras palavras, os saberes são:
Cegueiras Paradigmáticas, o Conhecimento Pertinente, o Ensino da Condição Humana, o Ensino das Incertezas, a Identidade Terrena, o Ensino da Compreensão Humana e a Ética do Gênero Humano.
Pouco me serve saber assim, a menos que use minha prodigiosa imaginação. Mas intuo que Morin et al. estejam falando em educação infantil. De que me serve esta visão para a educação de adultos? Vejamos:
.a. cegueiras paradigmáticas: realmente, falta-me imaginação. Mas o Sr. Internet's Google diz: "
O que MORIN denomina de cegueira paradigmática, visão míope, excesso de racionalidade e objetividade. Essa cegueira deve-se ao enfoque disciplinar do ...". ciberoficina.sites.uol.com.br/pro/at1_manual.htm. Aquiesci, um tanto abalado, ou desabalado.
.b. conhecimento pertinente: penso que seu requisito básico é o conhecimento de linguagem, ou seja, português e inglês e lógica-matemática. Sem formalização não há possibilidade de expandir o conhecimento pelo simples uso das regras da lógica-matemática. Haverá, estou certo, outras formas de fazê-lo, mas não as formas científicas. Aí é que está o problema. Queremos, com educação, formar "cientistas"? Acho que Richard Rorty é que resolveu a questão: socializar no ensino pré-universitário e individualizar a partir desta.
.c. ensino da condição humana: será que ele cita David Harvey e o requisito da sociedade justa sobre todos participarem da distribuição do excedente, independentemente de terem participado da produção?
.d. ensino das incertezas: será que ele busca induzir a reflexão sobre o futuro? sobre a taxa de juros? a teoria da utilidade esperada? ou será que isto é apenas "visão míope, excesso de racionalidade e objetividade"?
.e. identidade terrena: será que isto é o que andei lendo e dizia ser um dos dados fundamentais para a realização do indivíduo, qual seja, a inevitabilidade da morte? mesmo que haja "vida" após a morte, não poderemos mais falar em vida terrena. E se houver reencarnação? Aí precisamos buscar, occanianamente, explicações mais simples, como a quarta dimensão, o infinitamente pequeno, essas coisas. Neste caso, se tudo isto ocorre fora da Terra, vale a asserção de que "não mais poderemos falar em vida terrena"...
.f. ensino da compreensão humana. Compreender humanamente o quê?
.g. ética no gênero humano. Inticar com o quê?

Eu sei que, se tu não estudas um tema, não podes chegar ao cerne da discussão. Mas consideremos que tenho pressa. Mesmo assim, declaro-me há anos especialista em educação de adultos. Sempre clamei por apoio do pessoal da "educação" para tentar melhorar minha prática dentro da sala de aula, como ter mais eficácia na tentativa de ensinar o que é elasticidade, a inversa de uma matriz quadrada, média e variância, heteroscedasticidade, essas coisas. Não esperava que eles me ensinassem o que é média (ainda que achasse que eles também deveriam saber estas coisas antes de sairem da faculdade). O que recebi foram perorações do tipo desta acima. Será que precisarei as obras completas de Edgard Morin e milhares de outros para saber que "os saberes" são sete e quais são eles? Só bebendo!
DdAB
p.s.: a ilustração é boa! já fiz a campanha (não lá muito bem sucedida): "abrace a política: sufoque um vereador!". depois comecei a lutar pelo voto nulo. enquanto não houver voto voluntário, anule o voto, anule a eleição. sufoque os políticos, negue-lhes cumprimento no elevador, destrate seus (lá dele) parentes. garanta-lhes o exercício de uma existência digna, ou seja, impeça-os de roubarem. lugar de raposa, isto é, ladrão, é no galinheiro! meu melhor silogismo:
M: todo político é ladrão
m: ora, todo ladrão é político
C: logo, todo político e todo ladrão são farinha do mesmo saco.

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